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25
Abr20

Liberdade?

por Pântano

Sim, liberdade. Dizem-nos que a temos. Que nascemos livres. Que podemos ser quem quisermos. Antes, opressão, agressão, violência. Mas hoje? Opressão, agressão, violência. Diferente, o aspeto e forma mudou. Mas não somos livres! Não! Tanto é exigido de mim! Eu que só quero uma vida confortável mas simples. Eu que só quero viver com as minhas personagens, os meus livros, as minhas caminhadas! Não posso! Quero uma vida confortável? Então estuda, vai! Licenciatura, mestrado, doutoramento. Não chega! Tens de ser mais! Melhor! Senão? Emprego precário! Pouco dinheiro, pouco conforto, má casa, má comida. Vai, corre! Tem filhos, casa! Consome! Compra, compra, compra! Ganha para comprar! Tens de ter mais! Mais! Eu não quero mais. Quero uma vida simples, algum conforto, viver com as minhas personagem. Quero hakuna matata. Por favor, deixem-me. Liberdade? Não há liberdade. Pelo menos ainda posso escrever sem censura. Mas liberdade? Sem ilusões.

 

Fim

27
Mar20

Quero mais literatura com humor!

por Pântano

Quero mais literatura com humor! Onde estás tu? A sério, preciso! Ou encontro literatura séria, profunda, intelectual ou oca, vazia e superficial. Quero o meio termo. Literatura leve, simples mas inteligente. Com humor. Que me faça sentir bem. Que alegre, anime. Por isso é que fujo para as bd´s e juvenis. Por que é que o mundo dos adultos tem de ser tão sério? Quero mais literatura com humor, divertidos! Quero livros de comédia!

Sugestões?

 

Fim

Estou tão bem. Estou mesmo bem. Quem diria. Este vinho verde é maravilhoso. Lá de fora vem apenas o som do silêncio, finalmente. Que coisa parva de se dizer "som do silêncio". Silêncio! Meu amigo, meu amante, meu tão desejado! Como encontrar palavras para o carinho que sinto por ti? E pela Billie Holiday? E pela personagem que tenho escrita ali naquele caderno aberto. Este gato tolo que é tão meu amigo. Entretanto o cão começou a ladrar, mas não faz mal. Faz de conta. Faz de conta que ainda te ouço. Dizem que foi prostituta, a Billie. E o Chet Baker? Que bonito! A música e ele. E o Bukowski, não era tão bonito mas sabia viver. Oh se sabia! Que poesia! E agora ouço, apenas na minha mente, as músicas dos Aristogatos. Como é raro encontrar pessoas que vivem! Onde estão vocês? Meus ídolos! Vocês que se entregam, que amam, que se dão de alma e coração à vida. Venha o que vier! Oh vocês! Como me inspiram. E agora, todos com medo. É preciso uma crise, há muito que não há crises, aqui pelo menos, para fazer lembrar a estes tolos que se morressem, morriam sem nunca ter vivido. Mas deixa-os estar. E deixem-me estar. Eu vivo. A Billie viveu, o Chet viveu, o Bukowski viveu e eu vivo. Às vezes na miséria. Às vezes com muito tormento. Mas é assim que se vive. Eu vivo.

 

Fim


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