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 Por vezes diz-se que certa pessoa estava à frente no seu tempo, e por isso não conseguiu o devido respeito pelo seu trabalho em vida, sendo precisos muitos anos para, talvez, alguém concordar que realmente merece destaque. Obter algum reconhecimento, mesmo depois morto é melhor do que ficar perdido no esquecimento mas ainda assim, não deixa de ser triste. Por maior que seja o contributo que certa pessoa deixou no mundo, morrer incompreendido é frustrante. Ainda assim é impressionante, porque muitos foram os homens e as mulheres que não obtiveram respeito pelo trabalho desenvolvido mas que apesar de tudo, continuaram a fazer o que sabiam melhor, como se fosse algo mais forte, e embora fosse gratificante obter reconhecimento, o importante seria continuar. Era uma necessidade. Talvez por isso, pela dedicação e empenho, que muitos, embora tarde, conseguiram chamar a atenção. No final, aquilo que fazemos por gosto, seja o que for, fazemos para os outros, para ganhar dinheiro, para nós mesmos? E nos dias de hoje, na atualidade, quem serão os génios, os artistas, os inovadores incompreendidos ou com medo de se exporem que provavelmente são desprezados mas talvez compreendidos daqui a tempos?

 

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 Mary Phelps Jacob, mais tarde conhecida como Caresse Crosby foi a inventora de algo que pode não ser considerado como uma das maiores invenções da humanidade mas foi certamente um grande passo para as mulheres. Inventou portanto o soutien. Certamente que ao longo dos tempos, muitas devem ter sido as pessoas que tentaram arranjar solução ao problema da sustentação dos seios femininos mas foi a Mary que inventou um mais moderno e desenvolvido e claro, que patenteou a invenção. Na sua altura, usava-se o espartilho, peça essa que certamente limitava muito os movimentos de uma mulher. Diz-se que Mary, por necessidade e talvez por alguma rebeldia, decidiu, com a ajuda de uma empregada, dedicar-se à criação de uma peça de lhe sustivesse os seios e que fosse mais confortável, assim como protegesse também. E assim surgiu o soutien, palavra que dizem que vem do francês e que significa “sustentador”, ”suporte”. A inventora decidiu vender a patente à empresa Warner bros que viria, nos anos que se seguiram, a lucrar muito dinheiro. Certamente que este foi um grande feito para a altura porque de certa forma libertou a mulher da ditadura do espartilho. Mais tarde, nos anos 60 e ainda nos dias de hoje, muitas são as mulheres que recusam o uso do soutien por ser encarado como uma forma de opressão. A evolução desta peça de vestuário é certamente curiosa e é interessante como a roupa que vestimos influência a nossa postura. Há quem diga que “ a necessidade faz o engenho” e assim foi.

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