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11
Out18

A virtude de saber ouvir

por Pântano

 Todos possuímos qualidades e defeitos, sendo a perfeição difícil de alcançar pelo ser humano. No entanto, existem defeitos mais destrutivos que outros e um que o é em particular, é o defeito de não saber ouvir. Todos gostamos, uns mais do que outros, de fazer ouvir a nossa palavra mas há aqueles que levam esse comportamento ao extremo criando uma enorme barreira na comunicação. Se a pessoa está convencida, isenta de empatia e apenas com desejo de impor a sua palavra passando por cima do recetor, em nada se ganha nessa conversa. A outra pessoa não consegue expressar-se e a que não se cala fica na mesma, estagnada, pensando talvez na vitória da sua razão quando na verdade, nada de positivo se conseguiu extrair do monologo. Não há feedback e sem ele, não há comunicação. Talvez seja por isso uma virtude, o saber ouvir.

Fim

 Existe provavelmente uma ligação entre a religião, crença e fé e a qualidade de vida de um individuo, no sentido em que, quanto mais complicada e trágica for a realidade de uma pessoa, mais necessidade essa pessoa vai ter de se apegar a uma crença. É apenas uma teoria mas hoje em dia, verifica-se que a necessidade de acreditar em algo superior e associar-se a uma religião está a diminuir nos países mais desenvolvidos. Será que realmente existe uma ligação? É provável que sim, porque numa realidade em que a vida se mostra muito complicada, muitas mortes à nossa volta, pobreza extrema, falta de alimentação e do básico para nos mantermos bem, assim como poucas condições de saúde e educação, levam a que haja a necessidade de acreditar que há algo que nos possa ajudar a sair daquela situação. Quando mais nada parece resultar, recorremos à ajuda divina. É, como se costuma dizer, uma tábua de salvação. Também é comum, na ocorrência de uma tragédia, as pessoas procurarem um significado, uma razão para tal ter acontecido. Uma justificação que ajude a sarar as mágoas. É, mais uma vez, como se costuma dizer: “Aconteceu porque tinha de acontecer”. Será? Existirá um destino marcado para cada individuo, como se fossemos marionetas controladas pelos fios invisíveis de uma entidade suprema ou realmente não existe um por quê, um objetivo, divindades que nos socorram e o ser humano não consegue aceitar a sua insignificância. De qualquer das maneiras, se acreditar em algo ajuda alguém a superar um momento difícil, é valido. No entanto, chegar ao ponto em que há disputas para definir qual é melhor crença, deixa de o ser.

 Mas e se realmente não existir um caminho, um destino, uma razão para a existência da nossa pessoa? Se conseguíssemos aceitar esta possibilidade, a de que não existe realmente um objetivo supremo, talvez, apenas talvez, não seria a vida mais fácil? Conseguir apenas desfrutar do caminho, sem nos preocuparmos com o destino.  

 

Fim  

 Mary Phelps Jacob, mais tarde conhecida como Caresse Crosby foi a inventora de algo que pode não ser considerado como uma das maiores invenções da humanidade mas foi certamente um grande passo para as mulheres. Inventou portanto o soutien. Certamente que ao longo dos tempos, muitas devem ter sido as pessoas que tentaram arranjar solução ao problema da sustentação dos seios femininos mas foi a Mary que inventou um mais moderno e desenvolvido e claro, que patenteou a invenção. Na sua altura, usava-se o espartilho, peça essa que certamente limitava muito os movimentos de uma mulher. Diz-se que Mary, por necessidade e talvez por alguma rebeldia, decidiu, com a ajuda de uma empregada, dedicar-se à criação de uma peça de lhe sustivesse os seios e que fosse mais confortável, assim como protegesse também. E assim surgiu o soutien, palavra que dizem que vem do francês e que significa “sustentador”, ”suporte”. A inventora decidiu vender a patente à empresa Warner bros que viria, nos anos que se seguiram, a lucrar muito dinheiro. Certamente que este foi um grande feito para a altura porque de certa forma libertou a mulher da ditadura do espartilho. Mais tarde, nos anos 60 e ainda nos dias de hoje, muitas são as mulheres que recusam o uso do soutien por ser encarado como uma forma de opressão. A evolução desta peça de vestuário é certamente curiosa e é interessante como a roupa que vestimos influência a nossa postura. Há quem diga que “ a necessidade faz o engenho” e assim foi.

Fim


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