Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



31
Mar18

A obsessão pelo saudável

por Pântano

 O ser humano sempre se preocupou com a sua saúde, beleza e com a preservação da vida mas parece que foi nos últimos anos que a importância de ser saudável ganhou mais força. A indústria do saudável continua a crescer, pois, segundo parece, há cada vez mais pessoas com rotinas sedentárias e claro, isso provoca problemas. Há uma necessidade de encontrar algo que quebre esse desequilíbrio e é aqui que entra o exercício físico e a alimentação. Ter noção e necessidade de alterar o nosso estilo de vida de forma a melhorarmos certo problema é ótimo, expeto quando o ser saudável se torna uma obsessão. Não é conveniente combater um desequilíbrio com outro. Todos temos a nossa rotina, vícios e gostos e é a partir daí que temos de trabalhar e não apenas sonhar com algo que não é acessível para a nossa pessoa. Há quem adore desporto e precise de exercitar, é uma necessidade. Para outros é um castigo e a vida é demasiado curta para fazermos o que não gostamos. Não é necessária uma mudança vertiginosa. Basta encontrar uma atividade física da qual gostemos e começar a criar novos hábitos aos poucos. O mesmo na alimentação. Não faz sentido comer algo do qual não gostamos ou aderir a dietas que não fazem sentido para nós, apenas porque é isso que é considerado saudável. Há tanta informação que as pessoas sentem-se perdidas. O que é afinal saudável e o que não é? Vemos uma publicidade de comida gulosa e deliciosa e a seguir uma publicitação com modelos com corpos que seguem o “ideal”. A sociedade pode definir um ideal mas os ideais estão em constante mudança. Cada um de nós tem de saber ser forte o suficiente para ser fiel àquilo em que acredita e fazer mudança porque quer e não por influência dos outros. Que sejamos livres de sermos gordos, magros, definidos ou flácidos, porque no final de contas, se não o formos, não mais é do que repressão e curiosamente, deixa igualmente de ser saudável.    

Fim

Autoria e outros dados (tags, etc)

 Temos apenas duas certezas na vida. A certeza de que nascemos e a de que vamos morrer um dia. Talvez quem sabe, algures no futuro, alguém desacredite estas afirmações mas até lá, é isto que sabemos. No fundo, apesar da simplicidade deste pensamento não agradar à maioria das pessoas, o que fazemos no mundo é nascer, crescer, procriar e morrer. Assim o fazemos, como todos os outros animais. Sobrevivemos. Para além de esta ser realmente a base, não significa que tem de ser tudo. Viver deve ser muito mais do que dar continuidade à espécie, sem saber ao certo do porquê de lhe dar continuidade. Até que se confirme o contrário, só se vive uma vez e temos de dar uso à nossa única ficha. É curioso como a vida humana está tão centrada na questão da morte. É difícil aceitá-la porque não se sabe o que vem a seguir. Com a morte termina realmente a vida daquele ser ou há continuidade? Desde o inicio da humanidade que tentamos encontrar uma resposta a esta tão misteriosa questão e dai terem surgido as religiões para dar uma sensação de conforto às nossas mentes inquietas. E todos têm o direito em acreditar no que entenderem desde que não se entre em conflito por causa das diferentes crenças. No entanto, muito mais do que o medo da morte, talvez o ser humano tenha ainda mais medo da vida porque todos sabemos que a vida envolve sofrimento. Independentemente das respostas, do porquê da vida e de como surgiu, o que está para além do conhecido, para além da morte, o importante acaba realmente por ser "o agora". Talvez essas questões não sejam assim tão importantes como pensamos. Acabarão por ter resposta um dia mas até lá, que se viva sem medo de viver.

Autoria e outros dados (tags, etc)

26
Mar18

Ciclo sem fim

por Pântano

 O mundo é um lugar curioso e o ser humano é um animal com sede de conhecimento. No entanto, há muitas questões que ainda não têm respostas e quantas mais respostas encontramos, mais questões parecem surgir. É um ciclo sem fim, há sempre algo a ser descoberto. Até agora, fizemos descobertas impressionantes mas ainda não sabemos de onde viemos, para onde vamos, se há um objetivo ou entidade suprema. As derradeiras questões que intrigam a nossa espécie há milénios. Creio que aos poucos estamos a descobrir o quão pequenos somos neste grande e inexplorado universo. O sol não gira à nossa volta, não somos o centro do universo nem tão importantes como julgamos ser. Existem seres que vivem dentro de seres, dentro de seres. Somos também nós um mundo, habitados por milhares de bactérias. O nosso intestino, por exemplo, é a casa de muitas espécies de bactérias, sem as quais, o nosso organismo não funcionaria em condições. Será que essas bactérias têm noção de onde habitam? Talvez seja uma questão tola no entanto pertinente. Será que somos nós tão ignorantes quanto essas bactérias, não tendo a mínima noção do que está para lá do que se vê? Sem querer, vivemos ligados uns aos outros porque precisamos de ajuda. E para terminar, assim diz uma personagem de um desenho animado. 

“Vivemos tão ligados uns aos outros

Neste arco, neste círculo sem fim”

 

Fim

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2



Mais sobre mim

foto do autor


Mensagens

Aviso

Não consigo responder às mensagens. Se pretenderem uma resposta, comentem nos "comentários" dentro da publicação. Obrigada por acompanharem este blog!



subscrever feeds


Arquivo

  1. 2019
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2018
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ